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A SPER tem novos corpos gerentes

Ocorreu no passado dia 8 de junho, nas instalações da Escola Superior Agrária de Coimbra, a eleição dos novos Corpos Sociais da SPER, para o biénio 2017/18. Apesar de pouco concorrida, a Assembleia Geral aprovou, por unanimidade, a lista única concorrente à Direção e demais órgãos constitutivos da SPER (ver elenco completo na secção Apresentação – Corpos Gerentes).

A nova Direção é composta por membros que seguem em continuidade da Direção anterior e por membros que assumem pela primeira vez cargos de gestão nesta instituição.

Presidida por Orlando Simões (ESA/IPC), tem como vice-presidente Luís Moreno (CEG/IGOT/UL) e como vogais Dulce Freire (ICS/UL), Isabel Dinis (ESA/IPC) e Joana Nogueira (ESA/IPVC).

Esta nova composição dos órgãos sociais propõe-se dar continuidade e desenvolver as atividades levadas a cabo por esta Sociedade, em prol dos interesses dos seus associados e dos Estudos Rurais em geral, quer em Portugal, quer nos países com os quais esta Sociedade mantém laços de estreita colaboração.

 

IMPORTANTE: ADIAMENTO ACONTECE IN LOCO- MONTANHA DO ALTO MINHO

A Comissão Organizadora do Acontece in Loco – Montanha do Alto Minho, informa que, face às condições climatéricas adversas previstas para os dias 5 e 6 de maio, em Arcos de Valdevez, entendeu adiar o evento. Oportunamente será definida e divulgada uma nova data, na qual esperamos contar com a sua presença na aldeia de Sistelo, num evento que nos fará acompanhar os passos novos que estão a ser dados nos caminhos velhos das montanhas do Alto Minho.

 

A Comissão Organizadora,

 

Joana Nogueira (ESA-IPVC)

José Carlos Medeira dos Santos (ESA-IPVC)

Pedro Teixeira (ARDAL)

Sara Simões (ESA-IPVC)

Acontece in loco – os ‘Dias de Campo’ da SPER voltam de 4 a 6 de maio de 2017 no Alto Minho

PROGRAMA in loco

(clique na imagem para aumentar e visualizar o programa completo)

Estão abertas as inscrições para o Acontece in Loco – Montanha do Alto Minho, um programa de dias de campo que terá lugar de 4 a 6 de maio de 2017Esta iniciativa inspira-se na tradição dos dias de campo da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, que agora se pretende retomar, numa organização conjunta da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, da Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima e da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais.

Há passos novos a percorrer os velhos caminhos das aldeias, na montanha do Alto Minho, e os participantes no Acontece in Loco terão experiências diretas com os seus protagonistas, acompanhando o pastor e o seu rebanho em caminhada e saboreando, com lentidão, um piquenique na serra e outras tertúlias gastronómicas, e descobrindo o património da belíssima aldeia de Sistelo (Arcos de Valdevez). Aprendizagens, reflexão e debate serão proporcionados em leituras-tertúlia, animadas por atores locais e por especialistas convidados, com intervenções centradas nos processos de inovação e dinamização rural que já estão a transformar a aldeia, mas cujo futuro encerra ainda muitas incertezas.

O convite dirige-se aos investigadores, docentes e estudantes do ensino superior, ligados à área dos estudos rurais em sentido lato, a técnicos de desenvolvimento rural, a empreendedores em meio rural, a operadores turísticos e a outros participantes, cuja motivação principal seja aprender sobre os territórios rurais e sobre as formas de contribuir para o seu desenvolvimento. Haverá tempo e espaço para a observação e reflexãopartilhada e in loco, sobre as problemáticas que se colocam atualmente a Sistelo e às aldeias de montanha do Alto Minho.

Inscrições e informação adicional sobre o programa e condições de participação disponíveis on-line: PREENCHER O FORMULÁRIO

Mais informações Aqui

Apoios: Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, da Junta de Freguesia de Sistelo, da Associação Sócio-Cultural e Recreativa de Sistelo e da Associação Territórios com Vida (Rio Frio).

Equipa organizadora local: 

Joana Nogueira (ESA/IPVC); joananogueira@esa.ipvc.pt

José Carlos Santos (ESA/IPVC); jcms@esa.ipvc.pt

Pedro Teixeira (ARDAL); portadomezio@ardal.pt

Sara Simões (ESA-IPVC); sarasimoes@sapo.pt

 

 

Nova Data para Submissão de resumos ao XI Colóquio Ibérico de Estudos Rurais

XI CIER

A Comissão Organizadora do XI Colóquio Ibérico de Estudos Rurais sob o tópico geral “Desenvolvimento Inteligente e Inclusivo em Territórios Rurais” convida à submissão de resumos para comunicação oral ou apresentação de poster (a submissão pode ser feita em Inglês, Português ou Espanhol/Castelhano ou Galego). A submissão encontra-se aberta na webpage do XICIER 2016 (http://xicier2016.utad.pt), onde poderá consultar a lista de tópicos, bem como outra informação relevante sobre o evento. A data limite para submissão de resumos é 31 de março de 2016. O XICIER 2016 decorrerá entre 13 e 15 de Outubro na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, Portugal. Oradores convidados confirmados incluem  André Torre, Andrew Copus and Luis Miguel Albisu (CITA, Spain).

Para informação adicional visite http://xicier2016.utad.pt ou contacte xicier2016@utad.pt

 

XI Colóquio Ibérico de Estudos Rurais – Chamada de Resumos / Call for Abstracts

A Comissão Organizadora do XI Colóquio Ibérico de Estudos Rurais convida à submissão de resumos para comunicação oral ou apresentação de poster. Agradecemos a partilha e divulgação deste anúncio junto das suas redes de contactos.

A submissão encontra-se aberta na webpage do XICIER 2016 (http://xicier2016.utad.pt), onde poderá consultar a lista de tópicos, bem como outra informação relevante sobre o evento. A data limite para submissão de resumos é 29 de fevereiro de 2016.

O XICIER 2016 decorrerá entre 13 e 15 de Outubro na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, Portugal. É organizado pelo Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD) em parceria com a Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER), a Asociación Española de Economía Agraria (AEEA) e Asociación de Geográfos Españoles (AGE), os Grupos de Sociología Rural y de la Alimentación de la Federación Española de Sociología (FES), a Rede de Estudos Rurais (RER, Brasil), a Sociedad Española de Historia Agraria (SEHA) e a Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER).

O tema geral do XICIER 2016 é o Desenvolvimento Inteligente e Inclusivo em Territórios Rurais, que proporciona a oportunidade de se discutirem e analisarem ideias, propostas e resultados de investigação e de experiência real já obtida sobre a aplicabilidade e aplicação da agenda do crescimento inteligente e do desenvolvimento sustentável e inclusivo nos territórios rurais em diversos contextos geográficos e socioculturais, com destaque da Europa e da América Latina.

Continuar a lerXI Colóquio Ibérico de Estudos Rurais – Chamada de Resumos / Call for Abstracts

VI Congresso de Estudos Rurais – Call for Abstracts

 

logo2 sperVI Congresso de Estudos Rurais

Entre heranças e emancipações: desafios do rural

Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa

16, 17 e 18 de Julho 2015

Nas últimas décadas, numerosas pesquisas têm demonstrado como dinâmicas com distintas origens estão a transformar territórios e comunidades rurais. As interpretações que apresentavam um rural imóvel, estagnado, passivo e atrasado foram, em grande parte, ultrapassadas.

Reconhece-se que as mudanças ocorrem com diferentes ritmos e intensidades, revelando impactos sociais, ecológicos, económicos e territoriais diversificados. Constata-se que as propostas e iniciativas inovadoras surgem, indelevelmente, vinculadas às heranças materiais e imateriais que atravessam o rural. Depreende-se que algumas dinâmicas sociais, culturais e políticas podem apresentar-se como respostas, mais ou menos estruturadas, à atual crise económico-financeira.

Estes processos parecem estar a motivar um renovado interesse pelo rural. Torna-se, assim, oportuno avaliar como as interconexões de mudanças e heranças – plasmadas em debates, discursos e projetos atuais – podem, ou não, significar novas formas de emancipação social. Numa época de intensificação da globalização, os múltiplos desafios que convocam comunidades e territórios rurais não respeitam fronteiras locais ou nacionais, exigindo, necessariamente, análises que permitam esclarecer as múltiplas implicações de cada problemática.

O VI CER visa fomentar reflexões e práticas pluridisciplinares, contribuindo para compreender como tendências e conflitos que se cruzam no rural, e nas relações urbano-rural, podem promover um desenvolvimento sustentável.

A realização do VI CER assinala, também, o 30º aniversário da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais.

À semelhança do que se verificou em edições anteriores do Congresso de Estudos Rurais, o VI CER organiza-se em torno de várias áreas temáticas:

Tema 1. Sistemas agro-alimentares e florestais: entre produtos locais, intensificação sustentável e escassez de recursos

Tema 2. Desenvolvimento rural e turismo: das procuras às ofertas inovadoras

Tema 3. Interesses públicos e iniciativas privadas: atores, propostas e experiências

Tema 4. Reconfigurações rural-urbano: mobilidades, mercados, cooperações e competitividades

Tema 5. Consumos do rural: práticas, saberes e memórias

Tema 6. Passado, presente e futuro das alterações climáticas: adaptações e riscos

Tema 7. Dinâmicas sociais e planeamento: metodologias de análise e apoio à decisão

O período para apresentação de propostas, de comunicação ou de sessões organizadas, decorre entre 1 de Outubro de 2014 e 10 de Janeiro de 2015. Informações mais detalhadas, acerca da formulação de cada proposta e das condições de participação no VI CER, estão disponíveis em http://cer2015.sper.pt/ ou podem ser solicitadas para cer2015@sper.pt

Declaração de Palencia 2014

Desafios e Oportunidades para os territórios rurais Ibéricos

Como Conclusão dos debates desenvolvidos durante o X Coloquio Ibérico de Estudos
Rurais, celebrado em Palencia entre 16 e 17 de outubro de 2014, as entidades
organizadoras – Associação Espanhola de Economia Agrárias (AEEA), Sociedade
Portuguesa de Estudos Rurais (SPER), Grupos de Sociologia Rural e Sociologia da
Alimentação da Federação Espanhola de Sociologia (FES), Associação de Geógrafos
Espanhóis (AGE) e Sociedade Espanhola de História Agrária (SEHA) – querem
apresentar aos responsáveis políticos e aos atores relacionados com o meio rural de
Espanha e Portugal as seguintes reflexões e orientações:

1. As áreas rurais de Espanha e Portugal, com toda a sua diversidade interna, têm
semelhanças e interesses comuns no conjunto da UE, o que deveria conduzir à
intensificação da cooperação nesta matéria entre ambos países a todos os níveis.

2. O início do período de programação dos fundos comunitários para 2014-2020
representa uma oportunidade para definir não só as medidas que se vão aplicar no
âmbito desses fundos, como também um modelo (ou modelos) de desenvolvimento
a longo prazo para os territórios rurais ibéricos. Para isso, têm de ter um papel
relevante as políticas inclusivas com enfoque territorial, sustentadas na valorização
dos recursos endógenos e na participação da população local. Mas tão ou mais
importante que estes aspetos, é a incorporação da perspetiva territorial em todas as
políticas públicas, seguindo as orientações da Estratégia Territorial Europeia (ETE).

3. A redução do orçamento da PAC para o próximo período, e em concreto do
orçamento destinado ao Segundo Pilar, requer que sejamos realistas nas
expetativas e faz com que o conteúdo dos programas de desenvolvimento rural em
processo de aprovação adquira maior relevância, assim como a sua articulação na
definição de estratégias, na inovação e melhoria da eficácia das ações. Mais ainda,
este contexto reforça a necessidade de aproveitar as oportunidades que oferece a
Política de Coesão para o desenvolvimento das áreas rurais.

4. No caso de Espanha e Portugal as restrições orçamentais das administrações
públicas, decorrentes da atual crise económica, acentuam o problema dos recursos
para a política de desenvolvimento rural, obrigando a um especial rigor na definição,
implementação e avaliação das medidas.

5. A maior autonomia dos Estados membros na gestão do Primeiro Pilar da PAC no
período 2014-2020 constitui uma oportunidade para direcionar os fundos para as
atividades que mais contribuem para o desenvolvimento dos territórios rurais.

6. O futuro das áreas rurais depende da combinação de políticas agrícolas fortes, como
a PAC, com outras políticas comunitárias. As políticas ligadas ao bem-estar das
populações rurais – saúde, educação, infraestruturas, comunicações… – são
igualmente muito relevantes. Assim, o reequilíbrio territorial e a revitalização do meio rural têm de ser assumidos como um objetivo transversal às diversas políticas, com
mecanismos efetivos de coordenação e cooperação institucional.

7. A crise económica, que afeta especialmente Espanha e Portugal, requere o desenho
de estratégias para os territórios rurais enfatizem a criação de emprego e de novas
oportunidades laborais, em especial para os jovens e as mulheres. Tais medidas
devem assentar no real envolvimento dos atores sociais e em diagnósticos rigorosos
sobre a viabilidade das iniciativas. Nem a confiança cega nos mecanismos de
mercado nem as alternativas puramente voluntaristas constituem respostas
adequadas à atual situação.

8. Entre as cadeias agroalimentares a promover destacam-se os circuitos curtos e os
mercados locais. Na mesma linha há que valorizar a agricultura familiar, os produtos
tradicionais e as pequenas e médias explorações, assim como potenciar os
mecanismos de equilíbrio da cadeia de produção. Para isso é necessário integrar os
consumidores nestes modelos agrícolas.

9. A atual crise económica e os cortes nos serviços públicos e nos mecanismos do
Estado Social contribuem crescentemente para agravar as desigualdades sociais e
territoriais. Torna-se assim cada vez mais necessário prestar maior atenção à
coesão social e territorial, especialmente às áreas rurais mais frágeis e dando maior
atenção à especificidade das formas políticas de organização local.

10. As ações financiadas com fundos públicos devem priorizar o aumento do capital
social, a criação de redes e a geração e difusão de conhecimento. Em particular, o
apoio à investigação científica e à inovação deve constituir um dos pilares
fundamentais para o futuro dos nossos territórios rurais.
Palencia, 17 de outubro de 2014

Versão em Castelhano